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Linux Performance Tuning

·533 palavras·3 minutos
Rodrigo Lira
Autor
Rodrigo Lira
Linux/BSD SysAdmin

Salve Salve Pessoal!

Vou começar uma série de posts focada exclusivamente em Performance Tuning no Linux.

A ideia é abordar metodologias, conceitos fundamentais, livros e ferramentas, além de discutir como pensar em ajustes de performance de forma estruturada.

Introdução
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Depois da adoção em massa de virtualização, nuvem, containers e Kubernetes, vejo muito pouco se falando sobre ajuste de performance em sistemas operacionais. Algo que era bem comum no passado parece ter sido substituído pela ideia de que escalar horizontalmente é a solução padrão para qualquer problema.

Mas, antes de adicionar mais CPU, mais memória e mais recursos ao servidor, será que isso é realmente necessário? Será que sabemos, de fato, onde está o gargalo?

De forma geral, Performance Tuning (ajuste de desempenho) é o processo sistemático de otimizar sistemas e/ou aplicações para melhorar eficiência, previsibilidade e uso de recursos de hardware.

Não se trata apenas de “deixar mais rápido”.

Trata-se de:

  • Reduzir latência
  • Aumentar throughput
  • Melhorar a estabilidade
  • Eliminar desperdício de recursos
  • Garantir previsibilidade sob carga

O processo normalmente envolve:

Definir objetivos: Estabelecer metas claras de desempenho e entender os requisitos de negócio (SLA, SLO, throughput esperado, latência aceitável, etc).

Identificar gargalos: Localizar os recursos críticos (CPU, I/O, memória, rede) que limitam o sistema.

Ajustar recursos/configurações: Modificar parâmetros do sistema, consultas, configurações de aplicações e/ou infraestrutura.

Testar e validar: Medir antes e depois, validar com metodologia e evitar conclusões precipitadas.

Repetir: O processo é contínuo, pois novos gargalos podem surgir após melhorias anteriores.

Metodologia
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Um dos métodos mais conhecidos é o USE Method, proposto por Brendan Gregg. Não esqueça esse nome, vamos falar muito sobre ele nesta série. 😁

USE significa:

  • Utilization (Utilização)
  • Saturation (Saturação)
  • Errors (Erros)

Podemos ver o método USE no fluxograma abaixo.

Alt text

A ideia é simples, mas é muito poderosa, basicamente para cada recurso dos nossos sistemas (CPU, memoria, disco, etc), precisamos verificar:

  • Utilização
  • Saturação
  • Erros

Podemos encontrar maiores detalhes sobre o método USE no link abaixo:

https://www.brendangregg.com/usemethod.html

Também existe uma lista de verificação utilizando o método USE, criada pelo próprio Brendan Gregg, voltada para sistemas Linux:

https://www.brendangregg.com/USEmethod/use-linux.html

Gerenciamento das Alterações
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Algo que precisamos entender bem é que, ao trabalhar com ajustes de sistemas, nem toda alteração que fizermos surtirá efeito. Por isso, é fundamental seguir um processo rigoroso e bem definido.

  • Linha de base (Baseline): Antes de aplicar qualquer alteração, devemos medir o comportamento atual do sistema. Essa será nossa referência para comparação posterior.

  • Aplicar as alterações: Realizar mudanças em apenas um recurso ou parâmetro por vez, para que seja possível avaliar claramente o impacto da modificação.

  • Verificar as alterações: Analisar se a mudança produziu efeito, comparando os novos resultados com a linha de base.

  • Reverter as alterações: Retornar ao estado original após os testes. Isso aumenta a confiabilidade da análise e evita efeitos colaterais acumulados.

  • Aplicar de forma definitiva: Somente após validar os resultados, aplicar a alteração de maneira permanente.

Conclusão
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Esta foi apenas uma introdução ao tema. Performance Tuning exige método, disciplina e entendimento profundo do sistema.

Nos próximos posts, além de aprofundarmos nas metodologias e ferramentas, vou compartilhar alguns livros que considero fundamentais para quem quer realmente dominar performance em sistemas Linux.

Até o próximo post!

🖖🖖🖖

Referências
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https://www.brendangregg.com/ https://www.brendangregg.com/usemethod.html https://www.brendangregg.com/linuxperf.html