Utilizando o YUM – Parte 01

Salve Salve Pessoal!

Resolvi fazer uma serie de posts sobre como utilizar YUM.

Muitas pessoas utilizam está ferramenta diariamente para instalação ou remoção de pacotes, mas não sabem de várias coisas que podemos fazer com ela.

YUM (Yellowdog Updater Modified) é o gerenciador de pacotes dos sistemas operacionais Red Hat / CentOS / Oracle Linux e derivados, normalmente consulta as informações sobre esses pacotes nos repositórios habilitados no sistema, faz a instalação ou remoção dos pacotes, além de poder atualizar o sistema inteiro para uma versão mais nova, a resolução de dependências é automática, portanto, é capaz de instalar automaticamente todos os pacotes dependentes disponíveis.

Também podemos configurar repositórios adicionais e plugins que aprimoram e estendem seus recursos.

Para começar, vamos entender um pouco a arquitetura dos pacotes RPM, os diretórios e arquivos de configuração do yum.

O yum faz a instalação de pacotes .rpm, que são os pacotes suportados pelo Red Hat / CentOS / Oracle Linux e derivados, ele tem o seguinte formato.

NOME – nome do pacote

VERSÃO – normalmente sempre será mostrado a versão mais recente, porém podemos instalar versões especificas.

RELEASE – release atual do pacote.

ARQUITETURA – vária de acordo com a arquitetura do seu processados.

O arquivo de configuração padrão do yum é o /etc/yum.conf, nele podemos definir qual o diretório de cache dos pacotes, diretório para repositórios adicionais, se as chaves gpg devem ser checadas, arquivo de log e etc.

O diretório padrão dos repositórios é o /etc/yum.repo.d/ ,nele podemos listar todos os repositórios que estão disponíveis em nosso sistema.

Cada arquivo .repo pode conter um ou mais repositórios configurados dentro dele.

OBS: O fato do repositório estar dentro do diretório /etc/yum.repo.d/, não quer dizer que o mesmo esteja ativo para uso em nosso sistema.

Um arquivo de repositório normalmente tem o seguinte formato.

[base] – é o ID do repositório.

name= – nome do repositório

mirrorlist= – espelho de rede para os pacotes

#baseurl= – mesmo que o mirrorlist

gpgcheck= – se deve checar ou não a chave gpg

enable= – se =1 está habilitado, se =0 está desabilitado, se não tiver está opção, significa que está habilitado por padrão.

gpgkey= – caminho para chave gpg

Agora que já conhecemos um pouco sobre o yum, vamos começar a utiliza-lo.

Vamos começar gerenciando os nossos repositórios.

Para listar todos os repositórios em nosso sistema, execute o comando:

# yum repolist

Como podemos ver, temos três repositórios habilitados, mas se verificarmos o diretório /etc/yum.repo.d veremos bem mais repositórios disponíveis, e o comando não listou, isso acontece porque o comando yum repolist só lista os repositórios habilitados, execute o mesmo comando passando um all no final que ele retornará todos os repositórios habilitados e desabilitados.

# yum repolist all

Saída do comando é bem mais amigável também 😉

Podemos obtermos detalhes sobre os repositórios, basta executar o comando:

# yum repoinfo

Se quiser detalhes de apenas um repositório especifico, basta passar o ID do mesmo:

# yum repolist base

Também podemos habilitar repositórios utilizando o yum, sabendo o ID do repositório que desejamos habilitar, por exemplo, o repositório base-source é desabilitado por padrão em uma instalação básica do CentOS 7, como podemos ver na imagem abaixo.

Para habilitarmos basta executar o seguinte comando.

# yum-config-manager --enable base-source

Como podemos ver, o repositório foi habilitado.

Também podemos trabalhar com repositórios específicos, por exemplo, podemos listar todos os pacotes de um determinado repositórios.

# yum repo-pkgs base list

Também podemos instalar um pacote indicando um repositório de instalação.

# yum repo-pkgs base install PACOTE

E podemos remover um pacote específico também.

# yum repo-pkgs base remove PACOTE

Fora os repositórios que vem junto com a instalação do sistema operacional, podemos realizar a instalação de repositórios adicionais.

Mas esse tópico de instalação ficará para um próximo post.

Por enquanto é isso pessoal, temos bastante coisas para falar sobre o yum nos próximos posts dessa serie.

Até a próxima! 😀

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